George, professor universitário que tenta lidar com a perda do namorado com quem conviveu longos 16 anos, encontra o caminho para dissolver a rotina dolorosa que enfrenta há 8 meses.
Se ao observar os créditos iniciais do primeiro projeto cinematográfico de Tom Ford, estilista dos mais famosos e gabaritados do mundo, não se tem sinais suficientes de que este quis estabelecer absoluto controle sobre os rumos de “Direito de Amar”, ao constatar que Ford também co-produziu e foi co-autor do roteiro adaptado, não há como não se dar conta disso ao iniciar-se o longa-metragem: a fidelidade com que a cenografia, figurino e direção de arte remontam a atmosfera elegante dos personagens de classes abastadas dos anos 60 e a fotografia esplêndida e cristalina que ressalta ainda mais a perfeita caraterização de época demonstram o quanto o agora cineasta americano, quando não foi direto responsável por algum aspecto de sua produção, teve certeza de cercar-se apenas de quem o fizesse com o apuro que certamente trouxe de sua ocupação principal até antes de aventurar-se no cinema. E apesar de dedicar-se com tanto afinco para garantir a excelência técnica que enche os olhos em cada mínimo detalhe de seu filme, Ford não deixou de dar a atenção necessária à esfera artística de sua produção. O roteiro, composto por ele e David Scearce a partir do livro homônimo de Christopher Isherwood, cadencia com muito cuidado e enorme inteligência as experiências simples do cotidiano que ganham nova e singular importância neste dia crucial da vida de George com as lembranças de momentos importantes e felizes que ele viveu ao lado do homem que tantou amou e com quem partilhou grande parte de sua vida. Isso, claro, foi de enorme auxílio à caracterização segura, precisa e enormemente emocionante dos atores ao desempenhar seus personagens – em especial Colin Firth que, em atuação escandalosamente irretocável apoiada em uma caracterização econômica e comedida, consegue expor em gestos mínimos toda a carga de sofrimento que o personagem carrega desde que perdeu aquele que dava sentido à sua existência, expressando também de modo delicado toda a intensidade de sensações que experimenta neste dia.
O único senão, talvez, esteja justamente nos artifícios cinematográficos aos quais Tom Ford recorreu para retratar o vigor sensório que George experimenta neste dia de sua vida que o filme retrata: os enquadramentos – closes, em particular – e a utilização desnecessária de câmera lenta em conjunto com a aplicação da trilha sonora – que diga-se, é de uma beleza ímpar – em algumas sequências do filme acabam por fazer o oposto do que objetivava o cineasta, reduzindo tais experiências à sua mera superfície – ou seja, por conta deste maneirismo estético, a atenção do espectador acaba desviada do sentido para a imagem em si. Não é difícil supor que nestes momentos falou alto a alma de estilista do novo diretor. Isso, porém, é mero detalhe, talvez até uma implicância gratuita. Diante da abismal delicadeza que a história ganhou nas mãos de Tom Ford, que conseguiu explorar toda a enorme carga de emoções da narrariva de um homem cansado do amargor e sofrimento trazidos pela perda de seu amor sem acometer a história um instante sequer com pieguices e emoções baratas, as pequenas obsessões estéticas do diretor não são nem de longe suficientes para desmerecer os imensos méritos de Ford e deste seu esplêndido filme de estréia – é a alvorada de um cineasta extremamente promissor que, sem dúvidas, já ganha a sensibilidade como a sua mais valorosa e representativa marca.
legendas (português):
http://legendas.tv/info.php?d=4f554cd750621cca869bc3b0a3e5d3e9&c=1

Um surto epidêmico de cegueira branca, incurável, atinge uma grande metrópole, despertando nos habitantes um temor que leva o governo a isolar os contaminados. Dentre eles está um médico e sua esposa, a única que permanece imune à estranha doença.
No ano de 2027, a Inglaterra encontra-se em uma situação caótica, tomada por ataques em retaliação à segregação entre britânicos “legítimos” e imigrantes, produzida pelo governo. Depois de mais de duas décadas em que nenhuma criança nasceu no mundo, o ser humano mais jovem, com 18 anos, é assassinado na Argentina. Neste cenário, um homem é contactado pela ex-esposa, que não via há quase 20 anos, e que agora pertence à um grupo de rebeldes, para providenciar documentos falsos para que uma imigrante possa atravessar o país em direção ao atlântico.
A agente especial do FBI Clarice Starling, fragilizada por uma missão mal-sucedida e com sérios problemas no Bureau devido ao incidente, recebe uma oferta de um representante do alto escalão do governo, numa tentativa de ajudar a resolver um sério problema, ao mesmo tempo que poderia ganhar respeito e reconhecimento pelo seu trabalho novamente: a agente voltaria ao caso que a tornou famosa dez anos antes para resolver um pequeno detalhe deixado para trás: o Dr. Hannibal Lecter. E este encontra-se em Roma, Itália, onde tenta obter o emprego de “marchant” em uma importante biblioteca do país. Mas como Lecter voltou a figurar na lista dos dez mais procurados do FBI, é uma questão de tempo para que alguém descubra sua verdadeira identidade.
