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“A Fonte da Vida”, de Darren Aronofsky. [download: filme]

12 de May de 2007

The FountainEm três diferentes épocas, um homem empreende uma busca impossível: Tomas, no século XVI, procura, a mando de sua rainha e objeto de amor, a árvore da vida, que lhes conferiria vida eterna; no tempo presente, o cienstista Tommy busca incansavelmente a cura para o agressivo tumor cerebral que cada vez mais reduz o tempo de vida de sua esposa, Izzy; em um futuro distante, Tom, a bordo de uma bolha espacial, tenta alcançar uma nebulosa distante, onde acredita que uma estrela morta recobre as forças de uma árvore que leva junto e que, consequentemente, traga novamente à vida a mulher que sempre amou.
Hugh Jackman e Rachel Weisz tem atuações comoventes e, com certeza, foram os únicos acertos do terceiro longa-metragem do diretor Darren Aronofsky, o cineasta mais hyped dos últimos tempos. A princípio, o filme parece interessante, mas a medida que avança ele revela-se uma das coisas mais confusas e pretensiosas que já se ousou produzir. Sem qualquer resquício de dúvida, o maior problema do filme é a tendência quase infantil de Aronofsky em querer basear toda a existência de seus projetos - e assim guiando toda a composição do roteiro - em uma mensagem. Com “a mensagem” explícita de seu longa imediatamente anterior, “Réquiem para um Sonho”, Darren mostrou ser um dos integrantes mais moralistas da nova seara de cineastas; com “A Fonte da Vida”, contudo, Aronofsky obteve mérito ainda maior, já que, agora, ele é também o diretor mais brega e piegas desta geração recente: como negar tal afirmação se os temas que justificam este seu filme mais recente são coisas como a aceitação da morte como parte fundamental da vida, a morte como ponto de partida para outro plano existencial, ou ainda a eternidade da vida através do amor? As tentativas de trazer reflexões filosóficas e transcendentais profundas, bem como as atitudes e soluções visuais assumidamente zen-budistas que lhes dão apoio, tornam a meia hora final do filme tão constrangedora que chega a dar vergonha assistir aquilo na companhia de mais alguém. A Warner, uma das distribuidoras e produtoras do filme, quis ser inteligente ao reduzir o orçamento pela metade, mas teria sido muito mais se tivesse cancelado o projeto, nos poupando de tamanha temeridade e, de lambuja, evitaria desperdiçar um dinheiro considerável. Espera-se que depois dessa imensa ego-trip que é “A Fonte da Vida”, Darren Aronofsky, que expôs a imensidão faraônica de seu ego ao declarar sua intenção de redefinir o conceito de ficção-científica com este filme assim como aconteceu com “2001: Uma Odisséia no Espaço”, esteja com sua bolinha bem baixa em Hollywood - o que nos garantiria alguns anos para respirar aliviados sem o medo de que algo tão pretensioso quanto este filme surja em uma prateleira de vídeo-locadora.
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“O grande truque”, de Christopher Nolan.

4 de November de 2006

The PrestigeDois amigos, jovens mágicos aprendizes, ambicionam tornarem-se os melhores já conhecidos no ramo. A medida que o tempo passa a competição entre ambos começa a avançar tanto que nada, nem ninguém, lhes importa tanto quanto superar o sucesso de seu rival.
Christopher Nolan já mostrou até onde vai sua criatividade e ambição ao criar “Amnésia” e reiniciar a saga do homem-morcego nos cinemas com “Batman Begins”. Ao anunciar o projeto de “The Prestige”, contratando como protagonistas dois dos maiores astros do cinema comercial no momento, Hugh Jackman e Christian Bale, bem como a jovem atriz que ganha mais prestígio a cada longa, Scarlett Johansson, qualquer pessoa sensata já enxergaria aí a montagem de um imenso marketing para o longa-metragem, sem nem mesmo a produção ter se desenhado definitivamente. Durante o desenrolar da produção em si, notícias sobre o argumento do longa, e alguns de seus acontecimentos, chegaram ao conhecimento do público, e os fãs de Nolan começaram a babar pela enorme espectativa diante do filme. Contudo, apesar de ser uma produção de ponta, com boa atuação do elenco - particularmente Hugh Jackman -, direção competente, fotografia baseada em luzes e sombras bastante misteriosa e argumento bem concatenado, “O Grande Truque” é um filme que, a certa altura, começa a irritar o expectador - e a irritação só aumenta de nível até a conclusão do longa. A razão mais notadamente óbvia para tanto reside na construção da personalidade dos protagonistas: os mágicos intepretados por Jackman e Bale tem como única preocupação na vida atingir a superação profissional, esquecendo e ignorando, com vemência, os sentimentos do todos aqueles que os cercam, conhecidos ou não, em detrimento de sua competição pessoal - não há modos de nutrir simpatia pelo mago de Bale, já que sabe-se que tudo na vida dele foi subjugado e supremamente sacrificado diante de sua carreira como mágico e de sua obssessiva competição com o rival Robert Angier que, ao menos, tinha inicialmente uma motivação pessoal compreensível para fazer o mesmo. Além disso, a medida que o filme aproxima-se de sua conclusão, os acontecimentos e reviravoltas do argumento, bem como a direção do longa-metragem, perdem-se gradualmente na sede de surpreender e estarrecer a platéia - definitivamente, é pretensão demais para uma carreira ainda muito curta.
No saldo final, “O Grande Truque” é um longa-metragem cuja pretensão do argumento, escrito à quatro mãos por Christopher e seu irmão, acaba atrapalhando mais do que sendo o responsável pelo seu engrandecimento. Para que este fosse um filme acima da média, os irmãos Nolan deveriam ter tornado os protagonistas mais humanos. Contudo, se eles não o fizeram com o intuito de querer mostrar até onde pode chegar a ambição, o epílogo do filme trai esta proposta, já que pretendeu-se revelar no personagem de Christian Bale uma emotividade até então não imaginada - e que não convence o espectador por um minuto sequer, devido à frieza deste diante das desgraças que causou ou desencadeou. O longa-metragem de Nolan é um bom filme, mas ele precisa, a partir de agora, parar de acreditar nos comentários da crítica, que o celebra como um dos maiores criadores do cinema comercial atual, e controlar a sua visível megalomania criativa. Do contrário, seus filme vão passar a irritar o expectador desde a cena inicial, e não apenas a partir de sua metade final, como acontece com este aqui.

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“X-Men: O Confronto Final”, de Brett Ratner.

27 de May de 2006

X-Men - The Last StandJean Grey volta de sua suposta morte revelando a sua personalidade inconsciente, chamada de Fênix - até então ocultada por outro X-men -, uma mutante incontrolável que possui poderes inigualáveis e um nível de loucura ameaçador para qualquer ser vivente. Magneto a persuade para lutar ao seu lado contra os humanos e a recém-criada cura mutante, que promete erradicar os poderes de qualquer ser desta raça. É contra ela e a Irmandade de Magneto que os X-Men tem que lutar, tentando salvar os seres humanos.
Quando foi anunciada a troca da diretor da última parte da trilogia X-Men, os fãs ficaram verdadeiramente temerosos - Brian Singer fez um trabalho tão bom, ao transportar para os dois primeiros filmes o grupo de heróis mais adorado do mundo Marvel, que todos tinham certeza de uma queda de qualidade no epílogo da saga. Por sorte, Ratner revelou-se tão bom quanto o seu antecessor. É certo que o diretor tinha em mãos um roteiro excelente que mistura a clássica saga da Fênix Negra com o episódio da cura mutante, mas Brett Ratner soube muito bem como conduzir a ação incessante composta pelos roteiristas Simon Kinberg e Zak Penn - também um dos responsáveis pela estória do segundo filme - sem perder de vista a coerência com os efeitos do argumento sobre o destino dos personagens. E atenção com relação a esta última característica da estória - os realizadores do longa não tiveram qualquer pudor em exterminar ou alterar o rumo de alguns dos X-men que mais simbolizam o grupo - isso, ao menos, até a possível próxima sequência. As catástrofes e batalhas boladas pelos roteiristas são espetaculares, bem como os efeitos especiais concebidos para torná-las o mais real possível - as sequências da casa de Jean Grey e da ponte Golden Gate são desde já memoráveis na história das adaptações cinematográficas de quadrinhos. Os atores continuam encorporando muito bem seus personagens, e aqueles que tem participação reduzida fazem o que podem em seus respectivos papéis. Tempestade, Wolverine a própria Fênix continuam encabeçando a empreitada, mas finalmente temos a tão aguardada participação da Lince Negra - Kitty Pride era uma das mutantes pela qual eu nutria imenso carinho nos gibis; e repare a excelente atriz que faz o papel: é a cara da Simone Spoladore -, que ganha destaque considerável na estória, e a participação importante do Fera. No entanto, o maior defeito dos dois primeiros filmes persiste aqui: os mutantes já apresentandos, junto com os personagens introduzidos no novo longa, acabam totalizando tantos papéis que o argumento sempre acaba sem explorar boa parte dos mutantes. Colossus continua subaproveitado, bem como a presença ínfima de Cíclope e a estréia morna, e algo tola, de Anjo - mas o pior aqui foi mesmo o inexplicável sumiço de Noturno. Alguém aí sabe onde ele foi parar?
Apesar disso, é impossível discordar de que a abordagem dos produtores neste capítulo “final” foi corajosa: não é nada fácil tomar a decisão de selar radicalmente ou alterar o destino de alguns personagens tão amados pelos fãs de quadrinhos. Obviamente, é bem provável que seja concebida uma nova trilogia para a saga - eu diria quase certo -, mas isso não garante um retorno dos personagens mortos na sequência. Espera-se que o já anunciado spin-off da série, o filme Wolverine - no qual poderemos aproveitar melhor a caracterização absurdamente perfeita e enlouquecedoramente viril de Hugh Jackman, gostosíssimo como seu personagem - traga para o cinema outros heróis ou explore ainda mais personagens já apresentados. Porém, limitando-se apenas ao episódio final da trilogia, o longa “X-Men: o confronto final” acabou revelando-se uma conclusão adequada da série, com a presença do já citado defeito, já existente desde a sua gênese. Agora, resta torcer para que a ambição dos produtores americanos já esteja trabalhando à nosso favor, maquinando cuidadosamente uma segunda trilogia que aprimore ainda mais o desenvolvimento da série.

OBS: não cometa o mesmo erro que cometi, saindo do cinema logo que começam os créditos: uma importante cena extra foi colocada no fim destes.

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