Textos etiquetados como ‘fiona-apple’

Fiona Apple - “Not About Love” (dir. Michael Blieden). [download: vídeo]

11 de November de 2006

Fazendo o papel de coadjuvante, Fiona assiste ao amigo comediante Zach Galifianakis dublar a sua música “Not About Love”, este sim o protagonista do vídeo. Zach está engraçadíssimo: solta a franga, faz cara de “mamãe sou cool”, ignora solenemente Fiona enquanto dubla os vocais e não tem qualquer vergonha de, à la Miguel Mas (veja o vídeo “Jesus Christ, the Musical”, aqui no seteventos.org), delirar no meio da rua. Fiona, no papel de apoio, está ótima, por vezes entrando na brincadeira e em outras fingindo inveja e revolta. Deliciosamente imperdível. Baixe o vídeo usando este link.

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Fiona Apple - “Criminal” (dir. Mark Romanek). [download: mp3]

22 de July de 2006

Fiona Apple - CriminalA deliciosa canção “Criminal”, um dos maiores êxitos do primeiro do disco da então estreante Fiona Apple, ganhou um vídeo lascivo e lento, que evidencia o charme e a sensualidade da composição e da compositora com uma câmera nada apressada e com muitíssima elegância. O curta é quase todo filmado às sombras, cujo cenário escondido é revelado somente com uma luz que se move pelas cenas e que transforma a irís dos olhos de Fiona em algo reluzente - e o olhar de felina predadora, que contrasta com seu comportamento por vezes ingênuo, lhe cai muito bem nesse vídeo. Baixe o arquivo pelo link abaixo.

http://www.directorslabel.com/video/Criminal%20video_300.wmv

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Fiona Apple - “O’ Sailor” (dir. Floria Sigismondi). [download: vídeo]

10 de June de 2006

Fiona Apple - O'SailorA beleza nostálgica da melodia de “O’Sailor” foi muito bem adaptada pela diretora Floria Sigismondi no vídeo da canção, onde vemos uma belíssima Fiona, trajando um longo com cara de festa, perambulando com lentidão e elegância por um navio cujos tripulantes, de aparência mortificada, apresentam um balé estranhamente sombrio. O objetivo da diretora e da cantora fica claro: estamos vendo um musical de almas penadas, encenado em um navio fantasma. Vídeo impecável, que reapresenta a cantora para os fãs - depois de anos de ausência - trazendo de brinde uma coreografia, fotografia e tomadas primorosas e uma cenografia muito bem composta. Baixe já a arquivo de vídeo pelo link a seguir.

http://pdl.stream.aol.com/aol/us/aolmusic/artists/sony/fionaapple/fionaapple_osailor_gygyc_dl.mov

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Fiona Apple - “Across the Universe” (dir. Paul Thomas Anderson). [download: vídeo]

3 de June de 2006

Fiona Apple - Across The Universe “Divino Marivilhoso” é o nome de uma canção de Caetano Veloso, mas bem que serve para expressar o sentimento que se tem ao terminar de assisir ao clipe da música “Across the Universe”, composta pela dupla Lennon & McCarteney e regravada pela cantora Fiona Apple para a trilha sonora do filme “Pleasantville”. Ambientado em uma cafeteria que remete aos anos 60, vemos no videoclipe, ao fundo, um bando ensandecido de vândalos depredando toda lanchonete, enquanto, no primeiro plano, passeamos pela caótica encenação com a câmera constantenmente enfocada na presença constrastantemente plácida e alegre da cantora, que entoa os versos espetaculares da canção como se estivesse passeando em um bosque vasto e verdejante. Primorosamente filmado pelo ex-namorado da cantora, o cineasta Paul Thomas Anderson - que parece interessar mais como diretor de videoclipes do que de longa-metragens -, o curta consegue organizar a mistura de planos com excelência, apresentando detritos da depredação em uma verdadeira chuva ao redor da cantora e objetos sendo arremessados e quebrados na sua proximidade. Não bastasse isso, sobrou tempo para brincar com a enfocamento da cantora, girando-a de cabeça para baixo, junto com a câmera, e ainda abusar do meta-teórico, derrubando um letreiro em que se lê a expressão “The End” no fim do clipe. São coisas como estas que mostram a superioridade artística de artistas muito pouco (re)conhecidos pela maior parte do público e crítica, em vista de outros, tão celebrados, e que tão pouca relevância, na verdade, apresentam. Se você tem o azar de não conhecer a compositora americana - motivos para tanto não há, já que todos os seus álbuns estão aqui disponíveis em posts do seteventos.org - , este clipe é uma belíssima oportunidade de despertar amor imediato pela línda mulher e excelente artista que Fiona Apple é, mesmo apresentando a intepretação de uma composição que não é sua. Soberbo e obrigatório para qualquer um que se entenda como amante de música e arte. Baixe o vídeo pelo link a seguir e, se você realmente gostar do que viu e ouviu, baixe o arquivo mp3 da música no segundo link:
- vídeo:
http://www.yousendit.com/transfer.php?action=download&ufid=B2FAD433416993FA

- música:
http://rapidshare.de/files/22111316/FionaApple_AcrossTheUniverse.zip.html
senha: seteventos.org

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Fiona Apple - Extraordinary Machine (versões 2003 e 2005). [download: mp3]

13 de May de 2006

Fiona Apple - Extraordinary MachineDepois de um hiato de quatro anos, Fiona entrou em estúdio para gravar, junto com o então parceiro Jon Brion, o álbum que planejava lançar em 2003 - mas percalços mudaram a estória de seu terceiro disco. Reza a lenda que a gravadora apresentou boa dose de má vontade em lançar o disco na versão que se apresentou primeiramente e “sugeriu” mudanças. Com toda a problemática que surgia, a artista acabou se desestimulando - e abandonou o projeto por algum tempo. No entanto, como o disco foi produzido sob a égide da era digital, o inevitável aconteceu: o disco vazou inteiro na internet. Os fãs da cantora ensadeceram, deliraram, gritaram, protestaram. A gravadora, observando o interesse gerado pelo acontecimento, chamou Fiona e decidiu por não tolher sua liberdade de criação. E a cantora, surpreendentemente, decidiu reconstruir praticamente todo o disco, contando com nova produção de Mike Elizondo e Brian Kehew, e compor uma nova canção que integraria a forma da segunda versão do álbum.
O primeiro nascimentos do disco, Extraordinary Machine 2003, é dramático e pomposo. Muitas músicas possuem orquestração e metais presencialmente nostálgicos, que remetem às trilhas de filmes clássicos - caso de “Not about love” - canção com fantástico andamento que brinca entre o lento e o ligeiro e letras irônicas e cheias de ressentimento, reforçadas pelo vocal primoroso da cantora, e que refletem sobre um relacionamento fracassado -, “Red, Red, Red” - com orquestração magistral e piano suntuoso, onde a cantora se utiliza de cores para demonstrar a confusão e dor amorosa em que se encontra -, “Waltz” - onde, como numa valsa, Fiona canta a sua impaciência com rodeios afetivos, que quase sempre levam a nada - “Oh, Well” - melancólica e rancorosa, onde a cantora complementa o coloramento triste da espetacular melodia com um cantar sofrido e arrependido sobre um amor no qual ela que se oferece por inteiro mas onde só recebe intolerância e dor. Além disso, o piano apresenta-se frequentemente em tons graves, ligeiros e as vezes ansiosos com reverberação fugaz - como em “Please, Please, Please”, onde o piano se sobressai em uma melodia equilibrada, com letras que protestam contra o comportamento repetitivo e previsível de alguém que não falha em cometer erros -, acompanhando algumas vezes sonoridades sintetizadas ou arranjadas em instrumento artesanal que lembram sinos - assim é “Used to love him”, onde a cantora revela, com boa dose de humor tanto na melodia quanto na letra, o inconformismo de render-se imoderadamente à uma paixão. A bateria e percussão tem muitas vezes a vivacidade e energia já apresentadas por Matt Chamberlain no segundo disco da cantora - “Window”, com melodia e vocal opressivos e rancorosos, soa aqui como um grito de revolta, ira e inconformismo contra a traição e abandono afetivo. Por sua vez, Extraordinary Machine 2005 é bem menos pomposo e mais retraído, ressaltando mais a voz grave de Fiona Apple. Onde havia bateria e percussão suntuosas, melodias de sinos e metais, entram bateria acústica e metais mais planos e equilibrados breves e sutis sintetizações eletrônicas e guitarras, por vezes, rascantes - como na igualmente deliciosa segunda versão de “Not about love”. Além disso, os vocais de Fiona apresentam-se refeitos em algumas canções, e mesmo em toda sua perfomance dramática, surgem mais seguros, limpos e certos - como na nova versão de “Used to love him”, agora chamada de “Tymps” e menos ambiciosa e mais balanceada e enxuta. Curiosamente, apesar de todo o apreço pela reconstrução das canções, duas faixas permanceram irretocadas - a faixa-título do disco e “Waltz”, que ganhou um título sobressalente (”Better than fine”). E, talvez para não sentir-se como que apenas lustrando os móveis antigos da casa, Fiona compôs uma nova canção para o disco, a elegantemente revoltosa “Parting Gift” - onde a compositora disseca o comportamento de seu companheiro, “estripando” sua personalidade verso à verso.
Raramente os fãs de qualquer ídolo rock tiveram a oportunidade de deparar-se com dois momentos completos do trabalho de composição artístico, tendo a chance de comparar, criticar, elogiar ou apenas acompanhar a mutação sofrida na obra daqueles que adora tanto. E os fãs de Fiona se esbaldaram quando a sua vez chegou - e foram privados por anos de poder apreciar um novo trabalho de Fiona, por sua vez foram premiados, pela luta incessante que travaram, não com um álbum, mas com duas versões bastante distintas deste. E, podem ter certeza, apaixonados estes que são - muitos vão ouvir incessantemente uma versão em seguida da outra. Baixe aqui as DUAS versões do disco utilizando os links abaixo:

Extraordinary Machine 2003:

senha: seteventos.org

http://www.gigasize.com/get.php/1171429/appleextraordinary2003.zip

Extraordinary Machine 2005:

senha: seteventos.org

http://www.gigasize.com/get.php/1171593/appleextraordinary2005.zip

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