Faltando dois dias do casamento de Reed Richards e Susan Storm, um estranho ser intergalático chega ao planeta e começa a preparar a Terra – o que causa diversos desastres ao redor do planeta – para a vinda daquele a quem serve, um poderoso ser que cruza o universo e destrói planetas por onde quer que passe.
Quando soube que os produtores do primeiro filme do Quarteto Fantástico pretendiam trazer para o segundo longa dois dos personagens mais clássicos do universo do quarteto, o arauto Surfista Prateado e seu senhor, Galactus, fiquei muito animado: mesmo que o primeiro filme não tenha exatamente feito jus ao adjetivo “fantástico”, e limitando-se ao fato de que estamos falando de cinema pipoca – cinema comercialíssimo sem maiores ambições e pretensões além do lucro certo -, a adoção destes dois personagens poderia ser a garantia de um argumento bem interessante ou, pelo menos, de sequências com algum impacto visual, já que o surfista, e ainda mais Galactus, são dos personagens de concepção e natureza das mais arrojadas no mundo dos quadrinhos. Mas Tim Story superou-se: se o primeiro filme foi um tanto ruim, este foi um desastre inevitável.
O maior e mais evidente problema de todos é o gosto do diretor e de seus três roteiristas e argumentistas, Don Payne, John Turman e Mark Frost, pelo cômico: passa-se mais tempo fazendo piadinhas e gracinhas durante todo o filme do que desenvolvendo a história proposta, que é abordada tão sem vontade que, pode-se dizer, surge apenas como se fosse “intervalos” para os momentos “cômicos”. O mote para a maior parte das piadinhas é o casamento dos personagens Ioan Gruffudd e Jessica Alba, que ainda foi usado para dar vazão a pretensão malfadada em tecer críticas à exploração da fama pela mídia e pelas próprias celebridades, mas a vontade dos produtores em fazer gracinha parece não conhecer limites, já que o narcisismo exacerbado do Tocha Humana de Chris Evans – que está estonteantemente lindo, diga-se – também é explorado ad nauseum, tornando ainda mais vazio o longa-metragem. Assim, os produtores conseguiram retirar qualquer sombra de impacto que o filme poderia ter, deixando evidente para o público que eles – os produtores – não estão interessados em arquitetar histórias suficientemente densas, com tensão mais palpável e peso mais sombrio, e abordar os personagens de maneira bem mais séria. Tão evidente quanto este problema é a atuação fraquíssima dos atores, que parecem nem se esforçar para dar alguma veracidade ou impor algum respeito aos seus personagens. É certo que nenhum deles é realmente famoso pelos seus dotes em interpretação – particularmente Jessica Alba -, mas penso que isso seja consequência indireta da abordagem decidida pelo diretor, seus roteiristas e os produtores do filme – isso se os atores não receberam diretrizes claras para ter tal desempenho. Além desses dois aspectos que já reduzem drasticamente as chances de termos um filme ao menos divertido, Tim ainda consegue destruir os maiores atrativos desta sequência: a estréia de Surfista Prateado e Galactus no cinema. A primeiro foi quase completamente gerado em computação gráfica, o que resultou em uma das experiências mais pobres com esta técnica – ficou parecendo a estatueta do Oscar -, visto que até o personagem gerado por computador conseguiu ter desempenho pífio, e o segundo, Galactus, foi uma decepção ainda maior: virou uma nuvem de fumaça intergalática que lança tentáculos sobre o planeta para sugar sua energia. Dizem que isto foi um subterfúgio utilizado pelo diretor para não revelar a concepção visual do personagem no cinema, já que pretendem abordar o personagem de forma mais completa no filme do Surfista Prateado (sim, eles não perdem tempo), mas isso também deixa espaço para concluirmos que ou eles não faziam idéia de como transpor visualmente esse personagem magnânimo para o cinema ou o estúdio não quis bancar sua concepção para não gerar mais gastos no projeto – qualquer que tenha sido a razão, eles conseguiram, com isso, frustrar todo o público das salas de cinema que tem um mínimo de conhecimento sobre o mitologia que cerca os personagens do Quarteto Fantástico nos quadrinhos.
Ah, claro, já foi anunciado que vamos ter uma terceira sequência da franquia – depois de um início morno e uma continuação gelada, o que mais de bom podemos esperar de “Quarteto Fantástico 3″ além de umas poucas sequências que criam uma desculpa qualquer para colocar Chris Evans com o tentador dorso nú diante dos espectadores? Não há dúvidas: Tim Story e Hollywwod não estão satisfeitos com o massacre promovido neste segundo filme. Vamos rezar para que uma temeridade qualquer tire Story e seus fiéis roteiristas do caminho do Quarteto – quem sabe eles não tem sua energia vital sugada pelo verdadeiro Galactus, furioso por ter sido reduzido à uma manifestação climática das mais enfadonhas?
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Dezoito histórias de cinco minutos, cada uma ocorrendo em um canto diferente de Paris e não necessariamente relacionadas entre si, formam, em conjunto, o longa-metragem “Paris, Je T’aime”, idéia e conceito dos franceses Tristan Carné e Emmanuel Benbihy, respectivamente. A natureza deste longa-metragem torna impraticável uma homogeneidade em termos qualitativos, já que alguns dos curtas que o integram, se não são realmente ruins e equivocados, soam um tanto previsíveis: com “Porte de Choisy”, o diretor de fotografia Chistopher Doyle procura mimetizar o magnetistmo das estorias delirantes de Jean Pierre-Jeunet, mas seu sucesso não vai além da questão estética; Vincenzo Natali, igualmente capricha no visual de “Quartier de la Madeleine”, mas seu conto de humor-negro sobre um homem que encontra uma vampira parece um videoclipe teen; os diretores Joel e Ethan Coen fazem uma caricatura de seus próprios trabalhos com o segmento na estação de metrô de “Tuileries”, cujo artificialismo exagerado dos maneirismos visuais mais irritam do que divertem; Walter Salles e Daniela Thomas, por sua vez, também recorrem a essência dos seus maiores êxitos, mas ao invés de utilizar a paródia como tom, o fazem como quem apresenta um cartão de visitas, tornando a crítica social de ambientação (sub)urbana – que fez a fama da dupla – ecoar com certa obviedade. Por sorte, há mais segmentos bons do que ruins. Para alguns deles, o charme ficou por conta dos diretores e roteiristas utilizarem-se do elemento surpresa como atrativo: tanto o breve conto de amor entre uma jovem atriz e um estudante de línguas cego do distrito de “Faubourg Saint-Denis”, dirigida por Tom Tykwer, a estória escrita e dirigida por Alfonso Cuarón, que sustenta-se no diálogo dúbio entre um homem de meia-idade e uma jovem francesa em “Parc Monceau” e o flerte entre um jovem artista e um belo funcionário de uma casa de artigos para pintura de “Le Marais”, a cargo do diretor Gus Van Sant, escoram-se de modo compentente em um elemento chave que destrincha o entendimento do evento e que era responsável por, intencionalmente, causar confusão no espectador. Porém, os curtas mas simples, que contentam-se apenas em contar sua breve história, são os que conseguem melhor captar a idéia básica que deu vida à “Paris, Je T’aime”: o encontro acidental entre dois solitários parienses, em meio à seu cotidiano anestésico no trecho “Montmartre”, dirigido e co-estrelado por Bruno Podalydès; o rapaz que, em “Quais de Siene”, de Gurinder Chadha, encanta-se por uma simpática garota mulçumana, mesmo sutilmente receoso da óbvia diferença cultural; a delicada mistura de história de amor à primeira vista e crítica social, em “Place des Fêtes”, de Oliver Schmitz, emocionam pela maneira com que o amor é abordado pelo modo que seus personagens são tomados por ele. Mas é o último segmento do longa-metragem, o conto solitário “14th arrondissement”, dirigido por Alexander Payne, em que uma funcionária do correio americano narra sua estadia de uma semana em Paris, que o público testemunha a melhor, mais sincera e mais emocionante homenagem de amor à cidade luz. Não se engane pelo início algo ordinário do segmento – a história ganha emoção cada vez maior à medida que avança para o seu fim.
A australiana de nascença e alemã de criação Justine Electra foi uma das estréias européias das mais elogiadas em 2006. Ainda assim, ela permanece quase uma completa desconhecida, mesmo na internet e nos circuitos mais indies, onde o último grito alternativo nunca passa despercebido. Estranho, já que ela é uma compositora inventiva e sofisticada, como podemos perceber pelos variados estilos das melodias presentes em Soft Rock: enquanto “Fancy Robots”, em que a cantora clama pela vinda de robôs imaginários, é uma balada pop/rock com vocal adocicado, violão de coloração folk a programação eletrônica – que preenche todos os espaços restantes da canção – que deixam um gosto de anos 90 no ouvido, “Blues & Reds”, onde a cantora reclama de um papagaio de pirata que vive à sua sombra, tem nos seus ruídos e estalos low-fi, samplers de gaitas e violões abafados algo de blues e de country e “Calimba Song”, por outro lado, radicaliza ao utilizar unicamente o instrumento que lhe dá nome para a melodia de uma canção que fala sobre as amarguras da paixão. Mas os ímpetos mais experimentais, que não se resumem à “Calimba Song”, conseguem deixar espaço o bastante para outros em que a audácia foi um pouco mais balanceada.Em “Killalady”, com guitarra de acordes minimalistas e espaçados, saxofone de notas graves e vocais que constrastam o sensual e apaixonado ao fundo com o suave e resignado no primeiro plano – e recorda o momento em que surge a paixão mas não deixa de citar coisas que irritam as garotas – e “Autumn Leaves” que alterna delicadamente, com a ajuda de texturas hipnóticas no violão e na programação eletrônica, um verso quase mântrico com um vocal melancólico onde momentos doces do passado, intensamente marcados pela alternância sazonal, ganham vida, Justine Electra consegue desenha melodias que unem a ânsia avant-garde com a linearidade harmônica menos intrincada.
James Bond, recentemente promovido a função de agente “00″, que lhe concede licença para matar, recebe a missão de desfazer um esquema de lavagem de dinheiro e levantamento de fundos para terroristas por um banqueiro com habilidades incomparáveis no jogo de cartas. É em um jogo de pôquer milionário, que tomará lugar em Montenegro, que Bond deverá derrotar o banqueiro Le Chiffre.
Noiva pertencente a família drusa prepara-se para abandonar sua família, para que possa unir-se ao seu futuro esposo na Síria. Na celebração do casamento, com presença apenas da noiva, vemos a reunião de uma família cheia de desentendimentos ocasionados diretamente pela realidade deste povo.
Não sou exatamente um fã de Tanita Tikaram: a maior parte de suas composições são de um folk tão desigual e estrambólico que fica muito, mas muito difícil passar de uma faixa para a outra, tentando achar algo que agrade dentro de todo um disco. Com Lovers in the City, de 1995, a cantora e compositora alemã iniciou uma mudança em sua música que tornou suas canções bem menos bizarras. Assim, ao me deparar, lá em 1998, com o disco The Cappuccino Songs, eu já conhecia a sonoridade amoníaca de Tanita mas, olhando a simpatíssima capa deste seu novo – à época – álbum, me senti compelido a arriscar. E, ao fazê-lo senti-me estupefato, tamanha a surpresa ao constatar a mudança absurda na sonoridade de suas composições. Tanita Tikaram simplesmente pulou de um extremo para o outro, jogando do topo de um arranha-céu toda a esquisitisse folk que tinha criado e mergulhando num projeto de música pop até o último fio do seu cabelo. O disco é tão repleto de orquestrações de cordas, de acordes algo óbvios de piano, de backing vocals e letras românticas que chega, em alguns momentos, e soar um pouco cafona e piegas – mas nem por isso deixa de ser um belo disco de música pop. Qualquer pessoa que tenha ouvido alguma coisa composta por Tanita antes do álbum Lovers in the City já vai se assustar com a faixa de abertura, “Stop Listening”. A música já começa com uma introdução grandiosa e ligeira de sua onipresente orquestração de cordas, que cede logo o lugar à voz grave e macia de Tanita. Uma percussão suave acompanha a sua voz, até que as cordas tomem novamente a melodia, junto com um piano de acordes melosos mas perfeitos dentro da música, que então sucede momentos mais calmos e outros de absoluta quandriloquência melódica. O lirismo excessivo da melodia é reflexo da letra, que trata da turbulência de sentimentos e desejos paradoxais em uma relação afetiva. “Light up My World” utiliza a base orquestrada de forma mais comedida, dando mais destaque à tecitura acústica do violão, à percussão suave, à bateria complementar e ao vocal de tonalidades românticas. A letra fala sobre um amor do passado, um relacionamento que apesar de ter chegado ao fim ainda fascina e apaixona. “Amore Si”, que questiona em suas letras se o amor está sempre atrelado à dor e ao sofrimento, é uma das melhores faixas deste álbum: a melodia é perfeita, com um piano de acordes doces e melancólicos, uma percussão luminosíssima, orquestrações na medida exata e um violão que completa a música em momentos decisivos. O vocal de Tanita, que foi mixado em várias camadas da melodia, entoando diferentes versos ao mesmo tempo, fecha o trabalho iniciado pela instrumentação de maneira esplêndida – tente ouvir apenas uma vez, sem voltar a faixa outra vez (é verdadeiramente impossível). “Back in Your Arms”, assim como a primeira música do disco, utiliza um pouco excessivamente a orquestração na melodia, bem como um teclado mínimo – ainda bem – e um backing vocal tão batidos que deixa um gostinho um pouco ordinário à canção. No entanto, graças aos vocais delicados de Tanita e à sequência final do trabalho de orquestração, a música consegue cativar. Na letra Tanita suplica sentir, ao menos uma vez mais, todo o conforto de um amor perdido. A faixa subsequente, a música-título do disco, retrata em sua letra episódica um flerte despretensioso em uma cafeteria, que se converte na esperança de ser o amor de toda uma vida. A melodia é composta de um trabalho cuidadoso de programação eletrônica, que ganha no refrão a companhia do teclado de acordes sutis e da orquestração de cordas complementar. O vocal e vocais de fundo da própria Tanita, adocicados e suplicantes, são acompanhados por uma ou outra fala em italiano, o que confere uma atmosfera cotidiana e cosmopolita à canção. “I Don’t Wanna Lose At Love” destaca-se pela sua orquestração de cordas de intensa beleza folk, o que faz de certo modo a canção fugir um pouco da intensidade pop do disco, apresentando também uma programação eletrônica feita de loops usuais que misturam-se à melodia de forma bastante homogênea. Na letra da música, vemos o desejo de conquistar o objeto de uma paixão algo platônica. Em “I like this”, o vocal da cantora apresenta-se entre o sussurrado e o sentimental, e em cuja melodia temos como destaque, à semelhança de outras faixas, uma bela fusão de programação eletrônica mínima e orquestração de cordas sobressaltante, com participação importante de ótimos acordes ao violão. “I knew you” fecha o disco escancarando, sem vergonha e com vontade, uma descarada inspiração latino-americana – acordes de piano, violas, violinos, vocais e backing vocal estão todos mergulhados num tcha-tcha-tcha animadíssimo e requebrante. A letra simples fala da constante prática de disfarçar sentimentos a atitudes e uma relação afetiva.
Casal de classe média-alta recebe, certa manhã, uma fita de vídeo constando filmagem de longa sequência da entrada de sua residência, acompanhada ainda de um desenho obscuro de traços infantis. Não demora muito e outras fitas e desenhos sucedem-se, sendo que uma destas revela relação com as origens do patriarca da família. O apresentador de TV e sua esposa, ambos envolvidos com o mundo literário, sentem-se mais e mais ameaçados e intrigados com a origem das fitas e com as intenções de quem as produziu.
Dois policiais de Miami disfarçam-se como transportadores de drogas para entrar em um cartel internacional, com o objetivo de melhor atingir seus compradores em Miami. Contudo, os dois decidem por entrincherar-se ainda mais no grupo, com o objetivo de também tentar desmantelá-lo. Ao agirem desta forma, os dois acabam envolvendo-se perigosamente, colocando suas vidas e as daqueles que os cercam em perigo.
No advento da Segunda-Guerra Mundial, especialista em substâncias químicas para limpeza e tratamento da água é contactado e incluído na força nazista da SS. De fé católica, ao descobrir o uso que os oficiais nazistas fazem de seus conhecimentos em química, o agora agente do império ariano tenta advertir a igreja sobre o extermínio de judeus e acaba recebendo a ajuda de um padre com contatos no alto escalão da organização do Vaticano.
Os últimos momentos da vida de Adolf Hitler e do regime nazista são retrados a partir dos relatos de Traudl Junge, secretária pessoal do comandante alemão.












