“Vincent”, de Tim Burton. [download: vídeo]
22 de December de 2007
Vincent é um garoto de 7 anos como qualquer outro, a não ser pelo fato de que, ao invés de adorar contos-de-fadas ele tem fascinação por Edgar Allan Poe e no lugar de fantasias sobre soldados e super-heróis, nelas ele imagina ser Vincent Price, o ator famoso por conta de seus filmes clássicos de terror. Este curta-metragem, produzido em 1982, em apenas 6 minutos faz um compêndio do tudo o que inspira e define o estilo gótico de seu criador, Tim Burton: a técnica utilizada é a stop-motion, que foi adotada por ele em dois outros longa-metragens; ao invés de cores, a cenografia é em um preto e branco que realça o estilo dark da animação, como feito mais tarde em “Ed Wood”; Edgar Allan Poe, obsessão do garoto que protagoniza o filme, é também um dos escritores com o qual o estilo do diretor mais se assemelha e, finalmente, Vincent Price não apenas é o narrador do poema que acompanha a animação, mas o ídolo confesso de Burton, a quem ele convidaria para participar de um de seus filmes mais emblemáticos, “Edward Mãos de Tesoura”. Assista ao divertido curta-metragem neste link do YouTube, com legendas em português, e baixe o arquivo dele em vídeo de alta-qualidade utilizando este outro link.
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O prestigiado diretor Nicolai Fuglsig dá mais um show de inventividade na peça publicitária encomendada para a rede de lojas norte-americanas JC Penney: usando efeitos especiais e trucagens tradicionais, que nada de digital teriam, o diretor dinamarquês fez um clipe divertidíssimo, onde as coisas mais cotidianas ganham um toque fora do comum. A canção escolhida para servir de trilha, “Music Box”, da cantora e compositora Regina Spektor, é mais um sinal da apurada sensibilidade pop de Fuglsig, famoso por unir seus delírios visuais com a música ideal. Assista via
O curta-metragem “Tir Nan Og” faz, de modo poético e extramente emocionante, uma metáfora sobre a morte e o adeus aqueles que amamos. O filme, com visual arrojado que faz uma mistura primorosa de animação tradicional e digital, foi o trabalho de conclusão dos estudos do diretor francês Fursy Teyssier, e demonstra que o seu enorme talento poderia ser aproveitado em aventuras ainda mais ambiciosas. A trilha sonora merece destaque à parte: a canção utilizada com trilha do filme é a espetacularmente bela e delicada de “The Slow Wait”, da dupla de música experimental americana The American Dollar. Infelizmente, não consegui encontrá-la disponível em mp3. Mas fica aqui o filme, via
Um homem, inerte em sua rotina algo insípida, é um dia surpreendido pela companhia de um ser estranho, de feições humanóides, mas composto de cilindros de concreto. A partir de então, onde quer que esteja, aquela entidade o acompanha incansável e inexpressivamente. Logo ele descobre que não parece ser o único a carregar esse “fantasma” - outras pessoas igualmente carregam os seus, todas entidades diferentes entre si.
O duo sueco Koop - com o auxílio inestimável de Ane Brun no vocal -, ao lançar “Koop Island Blues”, uma faixa de imensa elegância, fez por bem encomendar um vídeo que fizesse jus a atmosfera cheia de classe e brilho da canção. No vídeo dirigido, por JF Julian, somos expostos à rotina de uma garota de programa, que quando não se joga nas ruas de Paris para ganhar dinheiro com o esforço do sexo prostra-se, fumando ou em intermináveis e ociosas lamentações no seu apartamento - cuja decoração é mais marcada por garrafas de bebida do que por mobília. Apesar da estilização extrema do vídeo, cuja fotografia e enquadramentos da câmera são seus pontos mais altos, e apesar da igualmente bela música do Koop, o encaminhamento da história, bem como o seu desfecho, deixam no clipe aquele gosto de “como ser uma prosti chique, mesmo que no fim você acabe tão na sarjeta quanto a Rê Bordosa”. Delicioso - inevitável colocar logo a música no iPod e sair andando sem rumo pelo centro da cidade, fingindo-se tão elegantemente miserável quanto a protagonista do vídeo. Assiste no YouTube por 

