Bem, não sei se vou realmente voltar a publicar frequentemente algo sobre os modelos do nosso adorável site de ensaios, como fazia antigamente, mas senti vontade de fazê-lo neste momento – e não exatamente pela qualidade do retratado. Então, vamos lá.
Primeiro, o design do site The Boy foi modificado, ganhando ares mais modernosos – e como o formato de endereços do ensaio e das fotos também foi modificado, demorei a saber que já tinha um moço me “esperando” por lá este mês (Obrigado por voltar e me dar o toque, Jaime! Coincidentemente, quando você voltou a responder, eu já estava fazendo upload das fotos e do vídeo para este post). Contudo, além do design, as fotos ganharam um reforcinho: ao invés de apenas dois pôsteres e wallpapers, agora são três de cada, sendo que o papel de parede ganhou ainda uma opção de resolução maior, 1280×1024 – mudanças como estas últimas, são sempre bem vindas, claro! Mas…e quanto ao modelo?
Ganha um doce quem disser primeiro o nome de um certo famoso ator pornô do leste europeu com quem o gaúcho Tiago Botega divide grande semelhança nas feições do rosto – não há como não fazer imediata associação e imaginar que ele teria futuro no mercado daquelas paragens…se bem que, com esse físico “mignon” ele seria imediatamente recrutado como “twink”, como gostam de dizer os americanos. Apesar dos dentes amareladinhos – hummm…cigarro? – o rapaz é bonito sim…mas falta um bom condimento no Tiago, ah, se falta! De qualquer modo, fica o elogio: belas coxas!
Quanto à qualidade do ensaio em si, lá se vão alguns meses sem o fotógrafo Cristiano, que tinha um olhar que explorava bem a beleza masculina – e, para ele ter sumido deste jeito, só pode ter casado e fugido com um dos últimos modelos que clicou para o site (risos). Porém, algumas partes do ensaio me chamaram a atenção: as fotos em preto e branco, ambientadas no interior de um carro. E sabem por quê? Ah, doces memórias afetivas (risos, de novo)! Já que prometi um doce agora há pouco, desta vez eu dou uma caixa de bombons Nestlé para o primeiro que disser o nome do modelo estupendamente lindo, sexy e com jeito de cafajeste que teve fotos clicadas dentro de um carro. Lembraram? Então, usem o espaço para comentários ali embaixo e digam! E as fotos no banho? Essas me lembraram logo um ensaio também clássico com outro modelo – quem adivinha? – que soube como ninguém portar uma inacreditável cara de safado enquanto se molhava de modo extremamente insinuante embaixo de um chuveiro – Cristiano, o saudoso fotógrafo, deve ter sido vítima de inúmeras fantasias eróticas depois daquelas fotos…
Aproveite quem curtiu o rapaz!
PS: eu estava sentindo falta de escrever algo sobre as beldades do The Boy. Talvez eu realmente volte a fazer isso todo mês. E o que vocês acharam do rapaz? Comentem, e respondam as minhas perguntas ali em cima. Quero nomes, nomes! Eu até poderia cumprir minha promessa e mandar o doce e a caixa de bombons, mas como vocês evitam usar um endereço de email que exista realmente, e que possa ser usado para eventual resposta – viu, seu Jaime? ;) -, endereço pra enviar caixa de bombons vai ser bem difícil, né?
UPDATE: O Quiz The Boy (risos, again) foi devidamente respondido por um amigo meu internético de milênios – que me conheceu aqui pelo seteventos.org, diga-se. Mas, será que esse vale? Porque, assim, de tanto tempo que conversamos muito sobre tudo pelo MSN, ele até já sabe o que eu penso antes de eu proferir palavra. Bom, vou deixar as respostas. Tá valendo mesmo assim.
Matheus Verdelho – ensaio do carro (o Léo já tinha catado esta)
Raphael Laus – fotos no banho (vão lá no meu post antigo, caiam no álbum e revejam as ditas fotos…eu estou ou não estou certo sobre a cara de safado?)
Pavel Novotny – o ator pornô cujos traços o Tiago lembra, e muito.

Com o que fez no álbum Le Fil, seu segundo disco solo, Camille Dalmais chamou tanto a atenção de crítica e público do mundinho da música alternativa que, não é exagero afirmar, alavancou para si o posto de maior sensação da música francesa nos últimos anos. Por esse motivo, o seu álbum subsequente vinha sendo aguardado ansiosamente pelos fãs que não sabiam o que esperar da francesa depois do experimentalismo pop de Le Fil. Com o lançamento de Music Hole nesta segunda-feira a curiosidade foi saciada: no seu novo projeto, Camille dá continuidade à exploração da musicalidade desenvolvida no disco anterior, que esquadrinhou, com temperança, as possibilidades da voz humana como instrumento melódico. Na canção “Cats and Dogs”, Camille mostra isso de forma deliciosa, povoando a segunda metade da faixa, até então constituída apenas de um piano de acordes doces e uma “tuba vocal”, com um almanaque de vozes que mimetizam festivamente toda uma variedade de grunhidos, gritos e urros do mundo animal: pássaros, porcos, elefantes, macacos, cabras, sem esquecer, claro, dos personagens que são a tônica da música – cães e gatos. Mas, além de retomar a pesquisa musical produzida até Le Fil, a cantora e compositora francesa adiciona ao seu repertório experimental a percussão corporal, um novo elemento melódico que incrementa ainda mais a experimentação desenvolvida por ela em suas composições. A utilização deste novo elemento na construção das melodias pode ser conferida em toda sua glória na faixa “Canards Sauvages”: para emular um samba frenético, Camille contou com a ajuda de participantes do grupo brasileiro Barbatuques, que tamborilaram no próprio corpo para produzir a sonoridade percussiva acelerada que faz a base da melodia, composta ainda de ruídos de água nervosamente agitada e de múltiplas camadas da voz de Camille – capaz até de simular uma impagável cuíca vocal.
Com boa antecedência, vazou o segundo e tão aguardado disco de Shara Worden, conhecida pelo pseudônimo do seu projeto musical, My Brightest Diamond. Os que esperavam mais da beleza incessante de Bring Me The Workhorse vão se sentir enormemente satisfeitos: A Thousand Shark’s Teeth prossegue desbravando os mesmos caminhos do álbum de estréia, levando ao rock alternativo pitadas consideráveis de influência erudita. Em “Black & Costaud”, por exemplo, a influência foi distribuída em todos os aspectos da canção: as letras reproduzem um episódio da ópera “L’enfant et les sortilèges” de Maurice Ravel, os vocais, trabalhados sobre filtros que pluralizam seu dramatismo, exibem-se gloriosamente teatrais, assim como o arranjo da música, feito de sopros, violinos e todo um sortilégio de instrumentos eruditos organizados em lufadas melódicas rascantes e que divide espaço com a guitarra isolada em toques curtos e graves ao fundo. E assim é em todo o disco, com algumas canções mergulhando de cabeça no erudito – como em “If I Were Queen”, que lembra os momentos mais acústicos e reflexivos de Björk em Homogenic devido à sua melodia elaborada sobre cordas, em tons docemente graves, que oscilam momentos silenciosos e efusivos – enquanto outras exploram a influência de forma suave, em parceira com o rock requintado de Shara – como em “From The Top Of The World”, onde a guitarra e baixo, com seus acordes, e a bateria, com seu compasso, abrem o caminho na melodia para intervenções de cordas e sopros, e como no rock potente de “Inside A Boy”, com bateria, guitarras e baixos verborrágicos e famintos, duelando seu espaço com o vocal e orquestração inquietos da música.
Erika, rígida professora de piano de um conservatório vienense que mora com sua mãe, se vê cada vez mais enlaçada por um músico, também pianista, que insiste em tentar conquistá-la . É quando cede as investidas do rapaz, e revela suas preferências sexuais nada ortodoxas, que Erika perde o controle que até então tinha sobre sua vida íntima.
